Brasil – Governo Federal – Ministério da Educação

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Figuras Maracanã

Curso Técnico de Edificações

 Habilitação: Técnico em Edificações

Carga Horária: 1.440 horas-aula (1.200 horas-relógio)

Estágio curricular obrigatório: 400 horas-relógio

Total carga horária: 1600 horas-relógio 

Duração

- Modalidade concomitante com o ensino médio em 6 períodos semestrais (3 anos). Turmas manhã e tarde.
- Modalidade sequencial (pós-médio) em 4 períodos semestrais (2 anos). Turmas à noite.

Panorama

"O setor de construção civil brasileiro foi responsável por 4% do PIB em 2009 e vem acumulando sucessivas taxas de crescimento de 1995 até 2008. A taxa de crescimento média nesse período ficou em torno de 9,7% ao ano].
[A indústria da construção civil brasileira tem como característica o uso intensivo de mão de obra, principalmente a não qualificada. No ano de 2007, essa indústria empregou cerca de 1,5 milhão de trabalhadores, sendo que o grupo de atividade de construção de edifícios e obras de engenharia civil foi responsável por quase 75% desses empregos].
[Como o financiamento é essencial para construtores e clientes, o impacto da crise do sistema financeiro internacional deveria ter sido devastador. Contudo, o mercado de construção civil não residencial não sofreu duramente seus efeitos. Houve uma forte atuação dos governos, que têm mantido as encomendas de construção voltadas para a infraestrutura. Entretanto, as empresas que atuam nos mercados globais foram preteridas, em benefício das locais, nas políticas de incentivos implementadas para reduzir seus impactos. No Brasil, as construções residenciais, não residenciais e pesadas apresentam um bom desempenho, mas não suficiente, pois o déficit habitacional e de infraestrutura ainda é expressivo. O setor tem se reestruturado e se adaptado, mesmo porque financeiramente o país reagiu bem à crise. O governo, por sua vez, tem implementado medidas de incentivo, estabelecendo programas específicos e destinando novas fontes de recursos].

[Análise dos investimentos públicos para a construção civil

Construção pesada
O subsetor de construção pesada reúne as atividades relacionadas à infraestrutura, como saneamento e transporte e energia elétrica. Dessa forma, o PAC, que em sua maioria está voltado para o desenvolvimento da infraestrutura brasileira, mostra-se como uma importante perspectiva de investimento].

[Programa de Aceleração do Crescimento
O Programa de Aceleração do Crescimento 1 (PAC-1), que começou em 2007 e estende-se até 2010, visa expandir os investimentos em infraestrutura brasileira, estimulando, por consequência, outros setores. Esses investimentos estão agrupados em três áreas: infraestrutura logística, que envolve a construção e a ampliação de rodovias, ferrovias, portos, aeroportos e hidrovias; infraestrutura energética, que corresponde à geração e à transmissão de energia elétrica, produção, exploração e transporte de petróleo, gás natural e combustíveis renováveis; e infraestrutura social e urbana, que engloba saneamento, habitação, metrôs, trens urbanos, programa Luz para Todos e recursos hídricos (como a transposição do rio São Francisco). Todas elas apresentam impactos, diretos ou indiretos, sobre o setor de construção civil.

[Os investimentos previstos para depois do ano de 2010 somam R$ 114 bilhões para o subsetor de construção pesada e giram em torno de R$ 20 bilhões para edificações, conforme a distribuição por segmentos apresentada na Tabela] abaixo:

Programa Minha Casa, Minha Vida

Lançado em março de 2009, o programa de financiamento habitacional da Caixa denominado Minha Casa, Minha Vida prevê a construção de um milhão de residências com a concessão de subsídios, cujos valores estimados somam cerca de R$ 34 bilhões.

Eventos esportivos

O Brasil sediará os dois maiores eventos mundiais do esporte: a Copa do Mundo de futebol, em 2014, e os Jogos Olímpicos, em 2016. Ambos exigirão investimentos na construção e na adequação de estádios e também em infraestrutura e em hotéis. Serão necessários aportes adicionais em torno de R$ 60 bilhões, distribuídos em seis anos.
A Copa de 2014 ocorrerá em 12 cidades: Belo Horizonte, Brasília, Cuiabá, Curitiba, Fortaleza, Manaus, Natal, Porto Alegre, Recife, Rio de Janeiro, Salvador e São Paulo. Além das sedes, haverá outras 35 cidades que funcionarão como subsedes ou cidades de apoio para receber as seleções antes e durante o evento. Essas cidades terão de adequar suas instalações esportivas já existentes, que já atendem às necessidades da população local, e a construção de novas instalações poderia levá-las à subutilização. Essas adequações implicam no uso de tecnologias cuja finalidade é tornar os estádios mais eficientes, desde a instalação de molas amortecedoras nas arquibancadas até o emprego de sistemas de irrigação automatizado e escamoteável, permitindo a redução dos custos de manutenção.
Os Jogos Olímpicos ficarão restritos à cidade do Rio de Janeiro, que se aproveitará da infraestrutura construída para os Jogos Pan-Americanos de 2007, assim como das melhorias necessárias para a Copa de 2014. Não obstante, um estudo encomendado pelo Ministério do Esporte à Fundação Instituto de Administração da Universidade de São Paulo afirma que haverá o envolvimento de 55 setores da economia, criando um impacto em torno de R$ 102 bilhões para todo o Brasil.

[Adaptado de "Construção civil no Brasil: investimentos e desafios", (MONTEIRO FILHA ET AL., 2012). Disponível em http://www.bndes.gov.br/SiteBNDES/export/sites/default/bndes_pt/Galerias/Arquivos/conhecimento/liv_perspectivas/09_Perspectivas_do_Investimento_2010_13_CONSTRUCAO_CIVIL.pdf . Acessado em maio de 2012].

Perfil profissional

O CEFET/RJ, atendendo às determinações do Conselho Regional de Engenharia e Arquitetura do Rio de Janeiro - CREA/RJ, e ao Decreto Nº 90.922, de 6 fevereiro 1985, que Regulamenta a Lei nº 5.524, de 5 novembro 1968, que "dispõe sobre o exercício da profissão de técnico industrial e técnico agrícola de nível médio ou de 2º grau", vem formando técnicos em Edificações, cujo perfil profissional de conclusão possa assegurar, após a conclusão de cada segmento da Área de Construção Civil, o exercício da profissão de forma a poder:
I. conduzir a execução técnica dos trabalhos de sua especialidade;
II. prestar assistência técnica no estudo e desenvolvimento de projetos e pesquisas tecnológicas;
III. orientar e coordenar a execução dos serviços de instalações, manutenções e restaurações;
IV. dar assistência técnica na compra, venda e utilização de produtos especializados;
V. responsabilizar-se pela elaboração e execução de projetos compatíveis com a respectiva formação profissional.
O técnico em Edificações deverá ser capaz de:
• desenvolver estudos preliminares de projetos de edificações;
• instalar e gerenciar canteiros de obras;
• elaborar e desenvolver projetos dentro dos limites determinados pelos Conselhos Regionais;
• organizar o processo de licenciamento de obras;
• desenhar e interpretar projetos civis, aplicando as normas técnicas e Regulamentos de Construção e de Instalações vigentes;
• desenvolver locações de obras;
• elaborar especificações e planilhas de custos;
• elaborar e acompanhar cronogramas;
• coordenar e fiscalizar as etapas de execução de obras de edificações;
• controlar a qualidade de serviços e materiais de construção;
• elaborar relatórios e outros textos técnicos além de planilhas e gráficos;
• coordenar e orientar a utilização de equipamentos na área de Construção;
• auxiliar o gerenciamento e fiscalizar a aplicação dos sistemas construtivos;
• auxiliar o gerenciamento e fiscalizar a manutenção e restauração de obras.

Mercado (onde poderá atuar)

O mercado para o técnico de edificações é amplo. Tanto o setor público quanto o privado têm recrutado este profissional. São construtoras (obras de edifícios), consultoras e escritórios de projetos e de orçamentos (levantamento de materiais para estimativas de custo: elaboração de orçamentos; planejamento, gerenciamento e execução de obras); indústrias de construção civil (materiais para construção, fábricas de pré-moldados); laboratórios de pesquisa e desenvolvimento, laboratórios de análise de solos e materiais de construção, empresas de execução de controle tecnológico de concreto, aço, madeira, materiais cerâmicos, etc; escritórios de levantamentos topográficos. Setor de manutenção de todos os tipos de indústrias; profissional liberal ou pequeno empresário (desenho, topografia, instalações domiciliares); estabelecimentos de ensino; prefeituras, empresas públicas de economia mista e outros órgãos governamentais.

Acesso

O ingresso no Curso de Educação Profissional de Nível Técnico é feito através de concurso de seleção, cujas normas e procedimentos são tornados públicos em Edital divulgado pela imprensa escrita à época própria, como também por meio de convênios com instituições públicas.
Poderão freqüentar o curso de Educação Profissional Técnica de Nível Médio proposto pelo Centro os alunos que já tenham concluído ou estejam matriculados no Ensino Médio.

Organização curricular

O Curso foi estruturado em consonância com a Lei de Diretrizes e Bases - LDB nº 9.394/96; Decreto nº 2.208/97, Parecer CNE/CEB nº 16/99; Resolução CNE/CEB nº 04/99, Decreto Nº 5.154 de 23 de julho de 2004 (que regulamenta o § 2º do art. 36 e os arts. 39 a 41da Lei nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996) e o Decreto nº 90.922 de 06/02/1985, que regulamenta a Lei nº 5524, de 05/11/1968, que dispõe sobre o exercício da Profissão, segundo o Conselho Federal de Engenharia, Arquitetura e Agronomia – CONFEA e o Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia – CREA.
A matriz curricular do Curso Técnico em Edificações foi confeccionada de acordo com a caracterização da área da Construção Civil.

Certificados e diplomas expedidos aos concluintes do curso

Com base no Artigo 8 o inciso II do parágrafo 2 o da Resolução 04/99, o CEFET/RJ estruturou este Curso de Educação Profissional de Nível Técnico, prevendo diplomação na habilitação em Técnico em Edificações.

Instalações e equipamentos oferecidos aos professores e alunos do curso

O Curso Técnico de Edificações desenvolve seus processos de ensino com aulas teóricas e práticas. As aulas teóricas são ministradas em salas de aula e as aulas práticas são realizadas nos laboratórios localizados no Pavilhão de Construção Civil do CEFET-RJ.

Laboratório de Edificações

  • Laboratórios de Construção Civil, com os setores:
    • Esquadrias
    • Formas
    • Alvenarias e Revestimentos
    • Instalações Hidráulicas
    • Instalações Elétricas
    • Pintura
  • Laboratório de Materiais de Construçao
  • Laboratório de Mecânica dos Solos
  • Laboratórios de Informática (2).

Docentes

NomeGraduaçãoPós-Graduação
Ana Paula Fonseca Engenharia Civil Mestrado em Engenharia Civil: Geotecnia

Doutorado em Engenharia Civil: Geotecnia

Antônio José Rocha Luzardo Engenharia Cartográfica Mestrado em Engenharia de Computação: Geomática
Clézio Thadeu de Souza Dutra Engenharia Civil, com Curso de Formação de Professores

Pós-graduação em Engenharia de Segurança e Qualidade

Mestrado em Tecnologia
(CEFET/RJ)

Flávio Cezário Engenharia Civil Mestrado em Engenharia Civil: Estruturas

 Doutorado em Engenharia Civil: Estruturas

Francisco de Assis Corrêa Engenharia Civil, com Curso de Formação de Professores Mestrado em Tecnologia
Francisco Madureira de Ávila Pires Engenharia Cartográfica Mestrado em Engenharia de Transportes

Doutorado em Educação

Heloisa Xavier de Albuquerque Licenciatura em Construção Civil Mestrado em Desenvolvimento Local
Jesus Fernando Mansilla Baca Engenharia Cartográfica Mestrado em Sistemas e Computação

 Doutorado em Geografia

Pós-Doutorado no Belsville Agricultural Research Service (ARS - EUA)

João Hermem Fagundes Tozzato Engenharia Civil Mestrado em Engenharia Civil: Geotecnia

 Doutorado em Engenharia Civil: Geotecnia

José Maurício de Azevedo Cardoso Engenharia Civil Mestrado em Metrologia
Léa da Conceição Lima Engenharia Civil Mestrado em Desenvolvimento Local
Michel Zeitune Engenharia Civil, com curso de formação de professores Mestrado em Desenvolvimento Local
Paulo Roberto Barros Licenciatura em Técnicas Industriais Metodologia do Ensino Superior
Pedro Paulo Fernandes dos Santos Engenharia Civil Mestrado em Desenvolvimento Local
Regina Lucia Moura Fernandes Curso de Formação de Professores Mestrado em Ciências
Ronaldo dos Santos Engenharia Civil, com curso de Formação de Professores Mestrado em Engenharia Civil: Estruturas
Salvador Carlos Pires Ribeiro Arquitetura e Urbanismo -

Corpo Docente Temporário

Nome Formação Pós Graduação
Margarida Abreu Miranda de Azevedo Arquitetura / Direto
Mestrado em Tecnologia

Corpo Auxiliar Administrativo

Nome Função
Marcelo Orlando Cardoso Assistente Administrativo
Suely Correa Soares da Cunha Assistente Administrativo
Renato Gonzaga de Souza Assistente Administrativo

Certificados e diplomas expedidos aos concluintes do curso

Com base no Artigo 8 o inciso II do parágrafo 2 o da Resolução 04/99, o CEFET/RJ estruturou este Curso de Educação Profissional de Nível Técnico, prevendo diplomação na habilitação em Técnico em Edificações.