Ir direto para o menu de acessibilidade.
Início do conteúdo da página

Aluna da pós-graduação do campus Petrópolis apresenta defesa sobre ensino religioso plural

Publicado em 25/09/2026 19:23|Acessos: 38

A aluna Simone Damacena de Oliveira Mello da Costa, do Programa de Pós-Graduação em Práticas, Linguagem e Ensino na Educação Básica do campus Petrópolis, apresentará seu Trabalho de Conclusão de Curso no próximo dia 5 de outubro, às 13h30.

A defesa, intitulada “O ensino religioso plural na escola laica: práticas pedagógicas para o combate ao racismo religioso na rede municipal de Petrópolis”, será feita pela plataforma Microsoft Teams. Os interessados em participar devem solicitar o link de acesso para Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.. 

Resumo do trabalho

Esta investigação analisa a consolidação de práticas pedagógicas voltadas ao enfrentamento do racismo e à reflexão sobre os saberes presentes nas aulas de Ensino Religioso da Rede Municipal de Ensino de Petrópolis.

Com abordagem qualitativa, englobando pesquisa bibliográfica, documental e autoetnografia, o estudo examina a transição das diretrizes normativas para a sala de aula no Ensino Fundamental II, visando compreender caminhos para a promoção da igualdade étnico-racial e o respeito à diversidade religiosa.

A pesquisa aborda o percurso histórico e normativo da disciplina no Brasil, desde as raízes constitucionais até a Base Nacional Comum Curricular, explorando a rede municipal, as escolas paroquiais conveniadas e as formações continuadas.

Discute-se a pedagogia antirracista e a laicidade a partir do letramento racial crítico, do racismo estrutural, do epistemicídio e da desconstrução do pacto da branquitude. Nesse contexto, apontam-se alertas sobre desafios institucionais que tensionam a laicidade, como exigências burocráticas de anuência por lideranças religiosas e questões relativas a educadores sem filiação religiosa, propondo-se a construção do letramento científico inter-religioso. 

A autoetnografia traz elementos para refletir sobre o cotidiano escolar e a recepção de expressões culturais afro-brasileiras, observando episódios envolvendo o uso do tambor e do funk no 7º ano, além do panorama de adesão de professores às formações.

Apresentam-se intervenções educativas com a coleção Afroteca e literaturas afro-brasileira e indígena como caminhos de humanização, com a socialização dessas práticas em encontros formativos. As considerações do estudo indicam que a efetivação das Leis nº 10.639/03 e nº 11.645/08 e a descolonização curricular são fundamentais para enfrentar o racismo religioso institucionalizado, colaborar com a laicidade do Estado e promover o reconhecimento da diversidade escolar.  

Fim do conteúdo da página