Pesquisa da pós-graduação do campus Petrópolis discute transição curricular da educação infantil para o ensino fundamental
Na quarta-feira, dia 30 de setembro, a aluna do Programa de Pós-Graduação em Práticas, Linguagem e Ensino na Educação Básica, Lara Raposo Ferreira, irá realizar a defesa do seu Trabalho de Conclusão de Curso (TCC). Intitulada “Transição curricular entre a educação infantil e o ensino fundamental: narrativas docentes sobre a continuidade pedagógica”, a apresentação acontecerá às 20h30 em ambiente remoto.
Os interessados em participar devem solicitar o link de acesso a

Resumo do trabalho
Este trabalho tem como objetivo refletir sobre como ocorre a transição curricular da Educação Infantil para os Anos Iniciais do Ensino Fundamental, considerando as diferenças entre as propostas pedagógicas, a organização curricular e a presença da ludicidade nos dois segmentos.
A pesquisa, de abordagem qualitativa e caráter exploratório, fundamenta-se em pesquisa bibliográfica e na Pesquisa Narrativa, a partir das experiências e percepções de quatro professoras que atuam na Educação Infantil e/ou nos Anos Iniciais do Ensino Fundamental. O estudo dialoga com as contribuições de Dewey (2010) acerca da experiência, da aprendizagem ativa e da continuidade do processo educativo, além de analisar as orientações da Lei de Diretrizes e Bases da Educação (Brasil, 1996), das Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação Infantil (Brasil, 2010) e da Base Nacional Comum Curricular (Brasil, 2017).
As narrativas evidenciam que, embora os documentos oficiais defendam a continuidade das aprendizagens, a transição pode ser marcada por rupturas relacionadas à redução da ludicidade, à maior sistematização dos conteúdos, à organização disciplinar e ao aumento das cobranças por alfabetização e desempenho.
As docentes destacam a necessidade de uma passagem gradual, acolhedora e articulada, que preserve o brincar, as experiências, a interação e o desenvolvimento integral da criança. Também ressaltam a importância do diálogo entre os profissionais das duas etapas, do planejamento conjunto, da flexibilização curricular e da participação das famílias.
Conclui-se que a transição entre a Educação Infantil e o Ensino Fundamental deve ser compreendida como um processo contínuo, e não como uma ruptura, valorizando os conhecimentos e experiências já construídos pelas crianças e ampliando-os de maneira significativa na nova etapa escolar.

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