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Professores do Cefet/RJ participam de coletânea sobre a Rede Federal de Educação Profissional e Tecnológica

Publicado: Quinta, 25 de Junho de 2026, 12h14 | Última atualização em Quinta, 25 de Junho de 2026, 12h23 | Acessos: 54

Pesquisadores da área de História da Educação, os professores Tereza Fachada e Samuel Oliveira representaram o Cefet/RJ na coletânea “Rede Federal de Educação Profissional e Tecnológica: quase dois séculos mudando o Brasil”. Considerada a mais ampla iniciativa editorial já dedicada à memória da Rede Federal, a obra mobilizou cerca de 140 autores, 15 organizadores, seis prefaciadores e oito editoras ao longo de 20 meses de produção. 

Cada volume representa uma das cinco regiões brasileiras, com artigos sobre as instituições que integram a Rede Federal

Os docentes assinam o capítulo “Centro Federal de Educação Tecnológica Celso Suckow da Fonseca: tradição e inovação em uma instituição centenária”, publicado no primeiro volume da coleção, dedicado à região Sudeste. Organizada em cinco volumes, a obra reúne a história das 41 instituições que compõem a Rede Federal, que conta, atualmente, com 38 Institutos Federais, dois Cefets e o Colégio Pedro II. Na edição da região Sudeste, a capa é ilustrada pelo jequitibá-rosa, uma das maiores árvores nativas brasileiras e símbolo dos estados de São Paulo e do Espírito Santo. No capítulo, os autores investigam como tradição e inovação se articulam ao longo da trajetória do Cefet/RJ, evidenciando o papel histórico da instituição na educação profissional e tecnológica brasileira. 

 

Samuel Oliveira e Tereza Fachada apresentam os livros da coleção para o diretor-geral do Cefet/RJ, Maurício Motta

Pesquisadora da história do Cefet/RJ há mais de 20 anos, a professora Tereza Fachada, doutora em História Social pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e com vários estudos publicados sobre a história da educação profissional e tecnológica no Brasil, explica que o convite para integrar a coletânea encontrou um trabalho de investigação já consolidado. Segundo ela, grande parte das fontes havia sido reunida durante as pesquisas desenvolvidas para os dois livros sobre o centenário da instituição – “Registros de uma instituição centenária”, de 2017, e “A escola que mudou a minha vida”, de 2018. Mas, a elaboração do capítulo também exigiu uma atualização da produção historiográfica sobre o tema.  

"Quando surgiu o convite para participar da coletânea, já tínhamos um acervo muito consistente, fruto dessa pesquisa realizada ao longo de mais de duas décadas, além de outros estudos desenvolvidos por mim e pelo Samuel ao longo desse período. O desafio foi ampliar esse trabalho com a produção historiográfica mais recente, reunindo diferentes fontes para construir um panorama que mostrasse a trajetória da instituição e sua contribuição para a educação brasileira", afirma Tereza.  

Doutor em História, Política e Bens Culturais pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) e docente do Programa de Pós-Graduação em Relações Étnico Raciais (PPRER) do Cefet/RJ, Samuel Oliveira destaca como a instituição exerceu, em diferentes momentos históricos, um papel de referência para o ensino tecnológico no país. O pesquisador explica que o artigo ajuda a reconhecer o contexto pelo qual o Cefet/RJ acompanhou alguns dos principais projetos de desenvolvimento da educação e da indústria no Brasil.  

"O Cefet/RJ e suas instituições de origem sempre estiveram vinculados aos projetos de modernização da educação brasileira. Desde a Escola Venceslau Brás, passando pela Escola Técnica Nacional e pela consolidação como Centro Federal de Educação Tecnológica, a instituição foi tomada como modelo em diferentes momentos da história do país, seja na expansão do ensino público ou na formação de profissionais para o desenvolvimento industrial e tecnológico. Esse percurso fez com que o Cefet/RJ construísse um patrimônio educacional que hoje é referência nacional e que ajuda a compreender a própria história da educação brasileira", finaliza Samuel. 

Acesse aqui a versão digital da coletânea. 

 

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